quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Pai e o inferno

Inferno_2

Ontem (02/07/2013) vivi um dos momentos mais dolorosos da minha vida. Tive de disciplinar minha filha depois de muita birra da parte dela, conversas e conselhos sem resultado algum.
A dor que senti em ver as lágrimas rolarem pelo rostinho dela foi um “inferno” pra mim. Fiquei “atormentado” até o momento em que chorei para aliviar a emoção, enquanto minha paciente esposa me convencia de que disciplina é necessário e faz parte da vida de pais amorosos que, segundo meu amigo Manassés Queiroz, devem ensinar à criança desde cedo o senso de justiça, além do amor incondicional.
Essa experiência me levou a refletir na dor que Deus sentirá ao ter de punir as criaturas que tanto ama (Ap 20:10; Sl 37:20; Ml 4:1-3), por terem se apegado ao mal e rejeitado o projeto dEle (Jo 3:16; Rm 5:1; 1Ts 4:13-18) para salvá-las da morte eterna (Rm 6:23). Deus é infinitamente melhor que eu, é essencialmente amor (1Jo 4:8, 16) e, com certeza, a punição dos rebeldes será um “inferno” muito pior para Ele do que o foi para mim, por ter de disciplinar minha filha. Não há dúvidas quanto a isso, concorda?
Porém, a cristandade tem aumentado o “tormento” do Criador com o ensino antibíblico da doutrina do “inferno eterno”. Essa doutrina nos leva a imaginar um Pai amoroso que sofre pela eternidade toda de maneira incessante porque vê seus filhinhos que O rejeitaram serem “atormentados para todo sempre”. Uma verdadeira contradição.
Para você ter uma ideia, a evangelista Mary Kathryn Baxter, em sua obra A Divina Revelação do Inferno, narra (entre muitas outras coisas horríveis e que não irei mencionar aqui), a agonia e o sofrimento de “almas” sendo atormentadas em “buracos” ou “compartimentos” do inferno que, segunda ela, é semelhante a um corpo humano, “muito grande e com muitos aposentos de sofrimento”[i].
Ela relata ter ouvido gritos agonizantes por toda parte e visto tais almas com suas “carnes caindo do esqueleto” enquanto eram queimadas cada uma em seu “aposento”. Num dos relatos, uma mulher em chamas e com as mãos esqueléticas tenta sair desse buraco, porém, um demônio – horrível em sua forma (sendo que os anjos, na realidade, foram criados por Deus com simetria e beleza) – a agarra e a lança novamente para dentro do seu eterno aposento (buraco) de castigo. As “pessoas” clamam pessoalmente a “Jesus” por misericórdia e a única coisa que ele faz é “chorar” e dizer a elas que “o julgamento já foi feito”.
É impossível ler uma obra dessas e não se chegar à conclusão de que Deus é pior que o Diabo (uma grande blasfêmia). Esse material tem convertido muitas pessoas, porém, da maneira errada – pelo medo – tornando assim a vida cristã delas um fracasso em potencial. Afinal, o medo tem muito pouca força em comparação com o amor para ajudar uma pessoa a perseverar, com paz de espírito, nos caminhos de Deus, diante das dificuldades.
Além de contraditório e sádico, tal ensinamento faz com que Deus nunca tenha as lágrimas secadas dos Seus olhos ao mesmo tempo em que Ele seca as lágrimas dos nossos (Ap 21:4). Ou seja: a doutrina do inferno eterno é uma incoerência, uma aberração teológica, mas, que infelizmente faz parte da crença de muita gente sincera que ama a Jesus. Tais pessoas precisam abandonar tal ensino se quiserem ter um relacionamento mais significativo com o Criador, compreendendo corretamente Seu caráter santo, justo e amoroso.

TEXTOS SOBRE O “INFERNO”
Mesmo que a palavra “inferno” não seja bíblica e sim latim, concordo com qualquer irmão evangélico e católico de que as Escrituras apresentam um lugar de castigo dos ímpios, como lemos, por exemplo, em Mateus 5:22, 29, 30, 18:8, 9; Mc 9:44, 46-48; 23:15, 23; 25:46; Ap 14:11; 20:10, etc[ii].
Entretanto, o que quero que meus irmãos católicos e protestantes entendam é que a Bíblia localiza o lago de fogo (ou “inferno”, como outros proferem) noutro período da história: depois dos mil anos mencionados em Apocalipse 20:1, 2. Hoje, ninguém está sendo “castigado” porque o lago de fogo ainda não existe e o castigo final – tanto dos anjos maus quanto dos seres humanos rebeldes – será um evento futuro, que ocorrerá após a Segunda Vinda e Cristo. Não há como ter dúvidas quanto a isso: “Pois Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo” (2Pe 2:4). “Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17:31).
Veja outro texto muito importante para nosso estudo:
“Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda… E estes [os “bodes” ou ímpios] irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mt 25:31-33, 46).
 Uma leitura simples da Bíblia é suficiente para nos ensinar que apenas depois da volta de Cristo é que Ele fará a separação definitiva entre justos e injustos, salvos e perdidos, para só então dar o “castigo eterno”. Portanto, segundo Apocalipse 20:1-10, o “castigo eterno” será após o milênio de Apocalipse 20.

O CASTIGO É ETERNO EM SUAS CONSEQUÊNCIAS
A declaração de Cristo em Mateus 25:46 é considerada o argumento mais forte a favor do sofrimento consciente e eterno daqueles que não aceitaram o projeto divino para salvá-los. Porém, cada vez mais os eruditos têm abandonado essa ideia que apresenta uma visão dualística grega da natureza humana, contrária ao pensamento bíblico hebraico.
Por exemplo, o respeitadíssimo teólogo britânico John R. W. Stott acertadamente afirma sobre esse texto:
Não, isso [o tormento consciente e eterno] é ler no texto o que não se encontra necessariamente ali. O que Jesus disse é que tanto a vida quanto a punição seriam eternas, mas nessa passagem Ele não define a natureza de nenhuma delas. Em razão de que noutros lugares Ele falou da vida eterna como desfrute consciente de Deus (Jo 17:3), não se segue que a punição eterna deva ser uma experiência consciente de dor nas mãos de Deus. Ao contrário, embora declarando que ambos são eternos, Jesus está contrastando os dois destinos: quanto mais dessemelhantes forem, melhor será.[iii]
Explicando o significado da expressão “castigo eterno”, erradamente interpretada por teólogos tradicionalistas como significando um “eterno castigar”, outro respeitado teólogo não adventista, Basil Atkinson, comenta:
Quando o adjetivo aionios [essa é a palavra grega para “eterno”] como o sentido de “eterno” é empregado no grego com substantivos de ação faz referência ao resultado da ação, não ao processo. Assim, a expressão “castigo eterno” é comparável a “eterna redenção” e “salvação eterna”, ambas sentenças bíblicas. Ninguém supõe que estamos sendo redimidos ou salvos para sempre [como um processo]. Fomos redimidos e salvos de uma vez por todas por Cristo, com resultados eternos. Do mesmo modo, os perdidos não estarão passando por um processo de punição para sempre, mas serão punidos de uma vez por todas com resultados eternos. Por outro lado, o substantivo “vida” não é um substantivo de ação, mas um que expressa uma condição. Assim, a própria vida é eterna.[iv]
Um dos textos bíblicos que apoiam essa conclusão de Atkinson é 2 Tessalonicenses 1:9: “Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder”. Como destacou Bacchiocchi:
É evidente que a destruição dos ímpios não pode ser eterna em sua duração, porque é difícil imaginar um processo eterno e inconcluso de destruição. A destruição pressupõe aniquilamento. A destruição dos ímpios é eterna-aionios, não porque o processo de destruição continua para sempre, mas porque os resultados são permanentes. De igual modo [assim como nesse texto de 2 Tessalonicenses 1:9], a “eterna destruição” de Mateus 25:46 é eterna porque seus resultados são permanentes. É um castigo que resulta em sua eterna destruição ou aniquilamento.[v]

VIDA ETERNA: UM DOM APENAS PARA OS QUE ACEITAM A JESUS
Se o castigo fosse eterno na duração e não apenas nas consequências (segunda morte – Ap 21:8), uma contradição horrorosa haveria na Bíblia, pois ela ensina que a imortalidade é um dom de Deus apenas para os justos, que aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador pessoal, bem como seu projeto para livrá-las da morte eterna. Leia os versículos a seguir:
“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (Jo 3:16, 36).
Em 1 João 3:15 temos outra prova de que quem for “pecadeiro” (que faz do pecado um estilo de vida) e persistir na inimizade contra Deus, deixará de existir: “Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo”. Esse texto ensina que pecador impenitente deixará de existir (Sl 37:20; Ml 4:1-3) após ser castigado no lago de fogo (Ap 20:10) proporcionalmente às suas obras (Mt 11:20-24; Lc 12:47, 48), de modo que alguns queimarão por mais tempo. Outros, menos[vi].
E isso tem que ser assim porque o plano divino é que apenas os justos que comerem da árvore da vida sejam imortais. Queiramos ou não, esse é o ensinamento bíblico e a forma de Deus lidar com o pecado e com o destino final dos seres humanos.
A vida eterna é para quem aceita a Jesus e come da árvore da vida (Gn 3:22-24). Quem não aceitar a Cristo e não comer da árvore da vida não poderá “viver eternamente” dentro de um lago de fogo. Do contrário, seria possível ter vida eterna sem aceitar a Jesus e sem comer da árvore da vida (cf. Ap 22:2). Isso é tão claro e lógico nas Escrituras que creio de coração que muitos outros leitores refletirão sobre o assunto com a Bíblia em mãos, e deixarão de lado uma doutrina tão irracional e antibíblica como a do “tormento eterno”.

CONCLUSÃO
A Bíblia ensina o holismo (que consiste na unidade indivisível de todos os aspectos do ser: físico, mental e espiritual) ao invés do dualismo grego, (que consiste na divisão entre “corpo e alma”). O holismo ensina que a redenção final envolverá tanto o corpo como a alma, o ser integral, por ocasião da volta de Jesus (1Ts 4:13-18; 1Co 15:51-55). Isso também é evidente no ensino bíblico de que o corpo não é a “prisão da alma”, como ensinavam especialmente os gregos, mas sim o “templo do Espírito Santo” (1Co 3:16, 17; 6:19, 20), ou seja, sagrado.
Do mesmo modo que a salvação em Cristo envolve a redenção de todo o ser, impossibilitando assim a existência de “espíritos desencarnados” no Céu, a perdição não envolve apenas a perdição ou aniquilação do corpo, mas, também da alma. Isso é claramente ensinado por Jesus Cristo em Mateus 10:28, quando nos adverte: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”. Já o momento histórico em que existirá o lago de fogo para castigar (Ap 14:11) e depois destruir o corpo e a alma dos ímpios (Sl 37:20; Fp 3:19) é localizado no futuro, após o milênio, de modo que hoje ninguém está sofrendo castigo no “inferno” (ver 2Pe 2:4; At 17:31).
Sendo a natureza humana holística, a “consciência do espírito”, separadamente do corpo, é uma impossibilidade. A morte é um estado de inconsciência (Sl 6:5; 88:10-12; 115:17; Ec 9:5, 6, 10; Jo 11:11-14) até o dia em que Jesus voltar e ressuscitar aqueles que hoje descansam (cf. Is 26:19; Dn 12:2; Jr 51:57; 1Ts 4:13; 1Co 15:18, etc). Enquanto a pessoa não voltar a comer da árvore da vida, não será eterna (ver Gn 3:22-24; Ap 22:2).
 Considerando que Deus é infinitamente mais amoroso que qualquer ser humano, Sua disciplina e castigo sempre serão melhores, mais justos e, ao mesmo tempo, mais misericordiosos do que as ações de qualquer pai pecador. Portanto, crer na doutrina do “tormento eterno” é pensar diferente disso, tornando um pai humano menos rigoroso que Deus. A doutrina do inferno apresenta a natureza humana como sendo mais justa e amorosa que a divina. Não estou baseando esse estudo no meu sentimentalismo que nunca deve se sobrepor às Escrituras (Is 8:19, 20; Jo 17:17), mas, na realidade dos fatos.
Se um ser humano pecador sofre em ver um filho sofrer, mesmo que isso seja importante para o crescimento dele, imagine como Deus sofreria em ver seus filhos serem atormentados eternamente sem que isso os levasse ao crescimento. Sem dúvidas, se existisse um inferno eterno, a eternidade seria um “tormento eterno” para Deus, e as lágrimas dos salvos nunca seriam secadas de seus rostos (Ap 21:4) ao saberem que num determinado lugar do universo seus queridos que não foram salvos clamam dia e noite por alívio de uma pena que “nunca terá fim”.
É um absurdo e um atentado contra a Bíblia e a razão imaginar que Deus dará a mesma sentença e punição no lago de fogo ao Diabo – pai do pecado e que levou muitos a pecar – e a um pecador que viveu pecando 80 anos, por exemplo. Isso é uma distorção terrível da justiça divina que, segundo as Escrituras, punirá a cada um proporcionalmente às suas obras, de modo que alguns receberão “muitos açoites” e, outros, “poucos açoites” (Lc 12:47, 48).
Por essas e outras razões, concordo plenamente com Ellen G. White quando ela afirma:
Satanás tem atribuído a Deus todos os males herdados pela carne. Tem-No representado como um Deus que Se deleita nos sofrimentos de Suas criaturas, vingativo e implacável. Foi Satanás que deu origem à doutrina do tormento eterno como castigo pelo pecado, pois assim podia levar os homens à incredulidade e à rebelião, perturbar as almas e destronar a razão humana[vii].
Além disso, concluo – com base no presente artigo – que a obra A Divina Revelação do Inferno, da evangelista Mary Baxter, onde ela narra sua “visão” do inferno enquanto “lá esteve com Jesus” por 30 dias[viii], no ano de 1976, não é o resultado da revelação divina.
Sem questionar a sinceridade, cristianismo e dedicação da autora, podemos garantir que o referido livro pode perfeitamente ser chamado de “A diabólica revelação do inferno”, originada na mente daquele que quer manchar o caráter amoroso e justo de Deus, e afastar pessoas sinceras da verdade bíblica sobre a natureza holística do ser humano (cf. 1Ts 5:23, 24). Obras como essa são responsáveis por conversões baseadas mais no medo de ir para o inferno do que no desejo (gerado pelo Espírito) de viver para sempre com Deus.
Com isso, o Diabo consegue fazer com que o cristianismo e o espiritismo deem as mãos na crença da imortalidade natural da alma (sem comer da árvore da vida), despreparando assim as pessoas para a volta de Jesus Cristo.

Fonte: <http://novotempo.com/namiradaverdade/o-pai-e-o-inferno/>

O Dom de línguas

– 1 Coríntios 14:13

O querido telespectador Elvis fez uma pergunta sobre o dom de línguas em 1 Coríntios 14:13. Respondi-o e achei importante também disponibilizar a questão neste espaço do blog:

Os irmãos da igreja de Corinto estavam fazendo o uso errado do dom de línguas. Quando lemos especialmente o capítulo 14, percebemos que eles:

1) Não usavam o dom com o propósito evangelístico, pois falam de maneira que os estrangeiros não entendiam – versos 9 e 11;
2) Preocupavam-se mais em “aparecer” do que edificar a igreja – versos 22 e 12;
3) Quando alguém falava em línguas (no grego, o termo significa “idiomas”), tal pessoa não sabia o que dizia ou não possuía um intérprete para ajudá-la – versos 13 e 27;
4) Usavam o dom de forma desordenada – versos 27, 33 e 40.

Com base nesse contexto fica mais fácil compreendermos 1 Coríntíos 14:13. Paulo está dizendo, em outras palavras: “se não há uma pessoa que interprete o dom, então, você que fala em línguas, ore para que Deus dê a você a capacidade de traduzir para os estrangeiros que assistem ao culto a fim de que eles entendam a mensagem e aceitem a Jesus como Salvador”.

Embora alguns cristãos creiam que o dom de línguas em 1 Coríntios 14 seja diferente, ou seja, de uma forma “estática” e “ininteligível”, acreditamos ser ele da mesma natureza de Atos 2, Atos 10 e 19 (assim como em Marcos 16:17) por vários motivos, entre eles:

1) A expressão grega para “língua”, usada em Coríntios é a mesma utilizada em Atos 2: “glôssa”, que significa “língua de nações” ou “idiomas”;
2) O verbo grego “falar” – “laléo” no mesmo capítulo refere-se à “linguagem humana usual”, do “dia-a-dia”;
3) Na expressão “línguas estranhas”, o termo “estranhas” não se encontra no original grego, contrariando assim a ideia de alguma manifestação incompreensível do dom. Veja a tradução da Nova Versão Internacional: “Pois quem fala em uma língua [ou outro idioma] não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios” 1 Coríntios 14:2..

Desse modo, o dom de línguas de 1 Coríntios 14 (e de outros textos) era o mesmo dado pelo Espírito Santo na ocasião do Pentecostes. E, o problema na igreja de Corinto girava em torno da forma desordenada como o dom era usado.
O dom de línguas tem propósitos evangelísticos. Se o evangelho não for compreendido, as pessoas não serão salvas.
Biblicamente, há apenas um tipo de dom de línguas: aquele pelo qual as pessoas entendem a vontade de Deus para a vida delas.

Jesus ia a festas, também posso?

Quando Cristo ia a uma festa, além de participar de uma diversão saudável, tinha um propósito bem definido: falar do amor e perdão de Deus (propósito evangelístico). Ele esteve numa festa de casamento (João 2:1-12) para fazer o Seu primeiro milagre e mostrar o quanto valoriza tal instituição. Não creio que essas sejam as motivações das pessoas em nossos dias…

Na época de Jesus, o máximo que havia numa festa era o vinho (as pessoas estavam no processo de reeducação. Deus nunca foi a favor do uso de bebidas alcoólicas – ler Provérbios 20:1; 23:29-35; Efésios 5:18, etc). Alguns ficavam bêbados, mas, nunca drogados pelo uso da maconha, cocaína, LSD, craque…

Devemos levar em conta que a música existente nas festas – com o seu alto volume – tira a pessoa do seu estado mental natural. Além disso, as influências negativas, e especialmente sensuais nas quais podemos nos envolver se formos a uma boate, nos mostra que seria imprudente usarmos o argumento de que Jesus foi a uma festa para irmos numa “balada”, por exemplo.
Todos esses fatores nos mostram que é praticamente impossível pregar numa festa nos dias de hoje (claro, há milagres).

Reconheço que há ocasiões que até numa reunião de jovens cristãos pode haver mais escárnio do que numa festa de São João no bairro da vizinhança. Por isso, creio que individualmente devemos pedir a orientação do Espírito Santo para encontrar o equilíbrio. Acima de tudo, decidirmos nos afastar do pecado e daqueles que amam as práticas pecaminosas (sem deixar de falar do amor de Deus a eles):

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.” Salmo 1:1-6.

Fonte: <http://novotempo.com/namiradaverdade/%E2%80%9Cpor-que-jesus-ia-a-festas-se-ela-frequentava-tais-lugares-tambem-posso%E2%80%9D/>

“Por que oro a Deus e sinto que nada acontece?”


Muito interessante essa questão apresentada por um telespectador. O sentimento de que “nada acontece” quando oramos pode ter pelo menos duas origens:
1) Na nossa maneira errada de pedir: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Tiago 4:3. Podemos estar orando por motivos egoístas ou esquecemos Jesus (é bom finalizar a oração em nome de Jesus – João 14:12-14).
2) Nos nossos sentimentos corrompidos pelo pecado. A Bíblia diz que o nosso coração é “enganoso e desesperadamente corrupto” (Jeremias 17:9). Portanto, mesmo que o Espírito Santo use nossa consciência para nos comunicar a vontade de Deus (Isaías 30:21), não podemos confiar “cegamente” naquilo que pensamos ou sentimos (Jeremias 17:5).
Nesse caso, você e eu precisamos fazer duas coisas:
a) Confiar mais em Deus – que afirma ouvir e atender (no tempo certo) nossas orações (ver Mateus 7:7-11) – do que em nossos sentimentos. É bom confrontar os pensamentos negativos com 1 João 3:19, 20 e decidirmos crer mais na Revelação Escrita do que em nós mesmos!
b) Persistir na oração. Em Romanos 12:12 Deus recomenda que sejamos perseverantes e Jesus Cristo – a Segunda Pessoa da Divindade – até contou uma parábola sobre a importância de orarmos sem desanimarmos:
“Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” Lucas 18:1-8 (Grifo acrescentado).
Por isso, se sinta à vontade para continuar em suas orações.
Fale com Deus a respeito dessas dicas e verá o quanto Ele está interessado em cada palavra que você diz ou pensa.

Fonte: < http://novotempo.com/namiradaverdade/por-que-oro-a-deus-e-sinto-que-nada-acontece/ >

A diabólica doutrina do “inferno eterno”

Entendendo o termo “para sempre”:
“As palavras que se traduzem por “eterno” e “todo o sempre” não significam necessariamente que nunca terão fim. No Novo Testamento, vem do grego aion, ou do adjetivo aionios. É impossível forçar este radicas grego significar sempre um período que não tem fim.

“A palavra aionios, traduzida como “eterno”, “para sempre”, significa literalmente ‘perdurando por um século’”. – “Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia”, vol. V, pág. 512.
“Comentando o texto de Filemom 15, o erudito evangélico H. G. Moule afirmou:

O adjetivo aionios (eterno, para sempre) tende a marcar a duração enquanto a natureza da matéria o permite. E, no uso geral, tem íntima relação com as coisas espirituais. ‘Para sempre’ nesse verso significa permanência de restauração tanto natural como espiritual. Ligado, porém, a Deus, [o termo] significa eterno, para sempre. Também ligado à vida que provém de Deus, significa uma vida de duração sem fim.” - Arnaldo B. Christianini. “Sutilizas do erro”. 2a Edição, pág. 270.

“No grego, a duração de aionios deve sempre se determinar em relação com a natureza da pessoa ou coisa a qual se aplica. Por exemplo, no caso de Tibério César, o adjetivo aionios descreve um período de 23 anos, desde sua ascensão ao trono até sua morte”. – “Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia”, vol. V, pág. 513.
Percebeu? Na Bíblia, o termo “para sempre” pode significar “um tempo sim fim” ou “um tempo específico”.

Depende da natureza do objeto (Pessoa) que está ligado à palavra. Se for Deus, o termo “eterno” é eterno mesmo. Se estiver ligado a um ser humano mortal, que não comerá da árvore da vida, significa um tempo de longa ou curta duração (dependendo do grau de castigo que mereça). JAMAIS o termo dá a ideia de que um pecador pode sobreviver eternamente num castigo sem fim.

É importante entendermos a expressão na língua original bíblica e não como é explicada em nossa língua portuguesa (que é de outra cultura, a ocidental).

Uma perversão do caráter de Deus
No início do artigo expliquei que a justiça e amor eternos de Deus estão de mãos dadas. Creio que isso ficou claro de modo que podemos entender que o juízo de Deus é uma manifestação do amor dEle pelas criaturas e pela Verdade.

Uma das atividades do diabo na história é “desvirtuar” o caráter amoroso da Divindade. Nos dias do povo de Israel satanás arrumava meios de apresentar a Deus como carrasco. Os judeus, nos dias de Cristo, não escaparam dessa artimanha do inimigo (Jesus veio também para revelar o caráter do Pai, que era mal compreendido – ver João 14:9, 10 e João 9:1, 2); hoje, os cristãos se encontram mergulhados numa “doutrina” que mostra um Deus que, para satisfazer Sua justiça, precisa de maneira tirana atormentar criaturas que pecaram por alguns anos na mesma proporção que o diabo, o pai do pecado.
Ellen White escreveu de forma inspirada:

“Depois da queda, Satanás ordenou a seus anjos que fizessem um esforço especial a fim de inculcar a crença da imortalidade inerente do homem; e, tendo induzido o povo a receber este erro, deveriam levá-lo a concluir que o pecador viveria em estado de eterna miséria. Agora o príncipe das trevas, operando por meio de seus agentes, representa a Deus como um tirano vingativo, declarando que Ele mergulha no inferno todos os que não Lhe agradam, e faz com que sempre sintam a Sua ira …” – “A fé pela qual eu vivo” (Meditação Matinal de 1959), pág. 208. CD ROM “Obras de Ellen G. White” – Casa Publicadora Brasileira.
Realmente, a ideia da punição eterna a uma criatura nasceu na mente de satanás.
White continua:

“Quão repugnante a todo sentimento de amor e misericórdia, e mesmo ao nosso senso de justiça, é a doutrina de que os ímpios mortos são atormentados com fogo e enxofre num inferno eternamente a arder; que pelos pecados de uma breve vida terrestre sofrerão tortura enquanto Deus existir! Contudo esta doutrina tem sido largamente ensinada, e ainda se acha incorporada em muitos credos da cristandade.” – “O Grande Conflito”, pág. 535.

Se você que é pai e mãe não faria isso a um filho, imagine Deus! (Isaías 49:15)
“Sobre o erro fundamental da imortalidade inerente, repousa a doutrina da consciência na morte, doutrina que, semelhantemente à do tormento eterno, se opõe aos ensinos das Escrituras, aos ditames da razão, e a nossos sentimentos de humanidade. Segundo a crença popular, os remidos no Céu estão a par de tudo que ocorre na Terra, e especialmente da vida dos amigos que deixaram após si. Mas como poderia ser fonte de felicidade para os mortos o saberem das dificuldades dos vivos, testemunhar os pecados cometidos por seus próprios amados, e vê-los suportar todas as tristezas, desapontamentos e angústias da vida? Quanto da bem-aventurança celeste seria fruída pelos que estivessem contemplando seus amigos na Terra? E quão revoltante não é a crença de que, logo que o fôlego deixa o corpo, a alma do impenitente é entregue às chamas do inferno! Em quão profundas angústias deverão mergulhar os que vêem seus amigos passarem à sepultura sem se acharem preparados, para entrar numa eternidade de miséria e pecado! Muitos têm sido arrastados à insanidade por este inquietante pensamento.” – Ibidem, pág. 545.

A doutrina do “tormento eterno” faz mal até para a saúde:
“Satanás é o causador da doença; e o médico está batalhando contra sua obra e poder. A enfermidade da mente reina por toda parte, e noventa por cento das doenças que atacam o ser humano têm aí seu fundamento. Talvez algum vivo distúrbio doméstico esteja, como gangrena, roendo até à própria alma, e enfraquecendo as forças vitais. O remorso pelo pecado aflige por vezes a constituição, e desequilibra a mente. Há, também, doutrinas errôneas, como a de um inferno eternamente a arder e o tormento perpétuo dos ímpios, as quais por darem uma visão exagerada e distorcida do caráter de Deus, têm produzido os mesmos resultados sobre espíritos sensíveis. Os infiéis têm aproveitado ao máximo esses casos infelizes, atribuindo a loucura à religião; isto, porém, é grosseira difamação, a qual deverão enfrentar finalmente. A religião de Cristo, bem longe de causar loucura, é um de seus mais eficazes remédios.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 324.

Conclusão
Longe de dizer que os maus serão aniquilados instantaneamente (se o fossem, não receberiam um castigo merecido – não acha?) ou que sofrerão pela eternidade, a Bíblia ensina que:
1) Cada pessoa será punida proporcionalmente, segundo as obras (Apocalipse 22:12). Uns serão mais castigados. Outros, menos (Lucas 12:47, 48);
2) Depois do castigo, a pessoa será finalmente aniquilada (Malaquias 4:1-3).
Como sempre, a Palavra de Deus é equilibrada em tudo o que ensina!

Estude esse assunto com oração. Avalie os textos que citei e solicite ao programa “Na Mira da Verdade” (namiradaverdade@novotempo.org.br) o estudo completo sobre o tema. Você verá que o Deus da justiça (Gênesis 18:25) também é amor (1 João 4:8, 16) e que jamais Ele poderia secar as lágrimas de nosso rosto se soubéssemos que em algum lugar se encontra em tormentos queridos que tanto amamos. Apocalipse 21:4 não poderia se cumprir.


“Porque não tenho prazer na morte de ninguém [e muito menos no tormento!], diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei.” Ezequiel 18:32.

Calça comprida, corte e pintura do cabelo, posso usar?

“Sou evangélica, mas não acredito que o que mais importe para Deus seja a roupa… O que você diz sobre isto? Meu pastor afirmou que não devo vestir-me como homem e também pintar meus cabelos brancos, que tanto me incomodam… Será que ao fazê-lo estarei pecando contra Deus?” R.B.,

Vamos à resposta bíblica, levando-se em conta o contexto cultural de Deuteronômio 22:5 e 1 Coríntios 11 – capítulos que geram (não por culpa da Bíblia, mas, do ser humano) controvérsias desnecessárias:
As normas existentes em muitas igrejas quanto ao uso da calça para mulheres e do corte de cabelo originaram-se devido às equivocadas interpretações de Deuteronômio 22:5 e 1 Coríntios 11:3-15. Tais textos, quando estudados à luz do contexto histórico, de modo algum apóiam a ideia de que o tipo de roupa usado pelas mulheres cristãs não possa variar com o passar dos anos; ou, que o cabelo delas não possa ser cortado. Farei uma breve análise com você a respeito do assunto para que tire suas próprias conclusões:

Deuteronômio 22:5 foi escrito numa época em que não existiam calças compridas, muito menos para mulheres. Naquele tempo, nem se cogitava a fabricação de tal produto. Portanto, Moisés não está tratando da calça comprida.

Moisés está orientando as mulheres para que não se vistam como homens. Lembremos que naquela época (e também nos tempos de Jesus), os homens usavam uma vestimenta que mais se assemelhava a uma saia…. O que diferenciava a vestimenta da mulher era uma espécie de cinto para prender a roupa na cintura (o homem usava um cinto de cor mais neutra. A mulher, algo mais colorido).

Na escócia, por exemplo, é costume os homens usarem saia. Será que Deus deixará de amar e salvar os escoceses por isto? De modo algum. Tal vestimenta faz parte da cultura deles (assim como nos tempos bíblicos). Assim, se algum pastor quiser fundamentar uma doutrina a respeito do vestuário na
Bíblia, sem levar em conta o contexto histórico, terá também que ensinar aos irmãos da própria igreja a voltar a usar túnicas, parecidas com saias… O problema todo seria resolvido se levassem em conta que a roupa e o corte do cabelo são questões que variam de um tempo para outro.

Esses conceitos iniciais nos ajudam a entendermos o próximo texto bíblico.
1 Coríntios 11:3-15 foi escrito noutro contexto social. Na cidade de Corinto, uma mulher que cortasse o cabelo ou deixasse de usar o véu estava dizendo perante a sociedade que não mais estava sob a responsabilidade do marido, pai ou irmão mais velho e que, dali em diante, se tornara uma prostituta.
Assim, para que as irmãs não fossem confundidas com as prostitutas e o testemunho delas se tornasse uma pedra de tropeço para a pregação do evangelho, Paulo pediu a elas que acatassem àquele costume da cidade de Corinto. Seria horrível para a igreja cristã se as irmãs fossem rotuladas por aquela cultura como sendo prostitutas. Já nos dias do Antigo Testamento, uma mulher prostitua foi identificada por encobrir o rosto com um véu (Gênesis 38:15). Percebeu o fator cultural?

O mesmo se dava em relação aos homens: em Corinto, todo aquele que deixasse o cabelo crescer era considerado homossexual. Já na época de Jesus (e do Antigo Testamento), o homem usava cabelo comprido normalmente. Era em Corinto que havia tal preconceito.

Assim, podemos ver que o assunto da calça comprida e do corte de cabelo não são princípios, mas questões culturais. Há na Bíblia costumes, que podem variar com o tempo por que foram dados apenas para um povo, de forma local. Existem também princípios, que são eternos, por terem sido transmitidos a todos e não a um povo específico. Nisto se enquadra o Sábado como dia de adoração e culto. Sendo que esse mandamento consta no Decálogo e que foi ordenado a todas as pessoas, não apenas para os judeus (ver Gênesis 2:1-3, Isaías 56:1-7, Marcos 2:28, etc.), deve ser observado para sempre em memorial ao Deus Criador. É importante diferenciarmos na Bíblia um PRINCÍPIO de um COSTUME.
Infelizmente, muitos se apegam a um costume cultural e deixam de lado um princípio universal e moral como o Sábado do Criador.

É lícito e correto o cristão se vestir decentemente e com modéstia (1 Timóteo 2:9), pois inclusive em nosso modo de vestir podemos refletir o caráter de Jesus. Porém, isto não significa que devamos ser desleixados com nossa aparência ou com o corpo, pois isso desagrada a Deus. Aqui podemos tratar do pintar o cabelo. Se a pessoa o faz por uma necessidade, para corrigir um problema ocasionado pelo pecado (Deus não criou o ser humano para envelhecer) qual o problema nisto? O errado seria pintar o cabelo com cores chamativas, que não levam a atenção dos outros para Deus.

Sendo que o corpo é o “templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 3:16-17, 6:19-20) e o cabelo faz parte dele, também deve ser cuidado. Entretanto, tal questão (de cortar ou não o cabelo) deve ser analisada por cada um, individualmente, respeitando a opinião daqueles que pensam diferente. Também nesse tipo de atitude nosso cristianismo é manifesto.

Fonte: < http://novotempo.com/namiradaverdade/calca-comprida-corte-e-pintura-do-cabelo-deut-225-e-1-cor-113-15/ >

Viagem astral


A viagem astral (“projeção astral”, “experiência fora do corpo” ou “desprendimento espiritual”) tem como base o falso conceito de “imortalidade natural da alma”. Enquanto que o pensamento grego crê que a alma “se separa do corpo”, o pensamento hebraico (bíblico) é o de que a “alma” é a “pessoa viva”, o ser integral (Gn 2:7. Leia também Dt 10:22).
Sendo que nas Escrituras “alma” não é uma “entidade imaterial que sobrevive fora do corpo”, podemos concluir que a “viagem astral” é um fenômeno produzido sobre influência satânica (ou não. Pode haver causas fisiológicas). A ideia de que nossa “alma” (ou espírito) abandona nossa “casca física” é pagã, originada na mente daquele que enganou Adão e Eva (Gn 3), ou seja: o diabo.
Não existe o tal “deslocamento da consciência fora do corpo físico”. A Bíblia apresenta o ser humano como um todo inseparável para que exista vida (leia sobre isso em 1Ts 5:23, 24, onde todo o ser deve ser preparado para a volta de Cristo).
Quando a “consciência sai” do ser humano, isso evidencia que ele deixou de existir, segundo Eclesiastes 9:5, 6, 10 (os justos mortos tornarão a ter consciência por ocasião da ressurreição, na volta de Cristo – 1Ts 4:13-18).
A Bíblia orienta-nos a meditarmos em Deus e na Bíblia (Sl 63:6; Sl 119:99). Em nenhum momento ela nos instrui a adotarmos tal prática espiritualista conhecida como “viagem astral”.
Lembremos que, mesmo Deus amando o espírita Ele abomina o espiritismo (Lv 19:31; Dt 18:10-14) e qualquer manifestação desse tipo. Portanto, não somos autorizados a tomarmos parte em tais práticas, mesmo que pessoas de bem as adotem.
Infelizmente, muitos cristãos amados, mesmo inconscientemente, têm aceitado a base da filosofia espírita: imoralidade natural da alma, sem o uso da árvore da vida. Que eles recorram à Bíblia é voltem ao holismo bíblico.
Dessa maneira, não terão relação alguma com o espiritismo e levarão mais a sério o cuidado com o corpo que, ao invés de ser a “prisão da alma” como ensinava Platão, é considerado por Deus o Templo do Espírito Santo (1Co 3:16, 17; 6:19, 20).


Fonte: < http://novotempo.com/namiradaverdade/tenha-cuidado-com-a-chamada-viagem-astral/ >
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